A Ponte 25 de Abril celebra hoje seis décadas de existência, marcando a história da infraestrutura em Portugal. Inaugurada em 6 de agosto de 1966, a obra foi concluída em menos de quatro anos, consolidando-se como um dos projetos de engenharia mais ambiciosos já realizados no país. Originalmente batizada como Ponte Salazar, a estrutura transformou definitivamente a conexão entre Lisboa e Almada, impulsionando o desenvolvimento urbano na margem sul do rio Tejo.
Desde a sua abertura, a travessia mantém um posto de destaque no cenário internacional. Com um vão central de 1013 metros, a Ponte 25 de Abril detém o título de maior ponte suspensa rodoferroviária da Europa. Globalmente, a construção ocupa a terceira posição entre as estruturas que combinam simultaneamente o tráfego rodoviário e ferroviário, mantendo a sua relevância técnica e funcional após 60 anos de operação contínua.
Fluxo diário e adaptação da Ponte 25 de Abril
O volume de tráfego que atravessa a estrutura diariamente reflete a sua importância estratégica. Atualmente, cerca de 300 mil pessoas utilizam a ponte todos os dias. O tabuleiro superior suporta a circulação de mais de 150 mil veículos, enquanto o tabuleiro inferior é dedicado ao transporte ferroviário, registando uma média de 174 comboios diários.
Para acompanhar o crescimento populacional e a demanda por mobilidade, a ponte passou por adaptações significativas ao longo das décadas. A configuração original, que contava com quatro vias rodoviárias, foi expandida para as atuais seis vias. Além disso, a Ponte 25 de Abril integrou o transporte ferroviário apenas em 29 de julho de 1999, atendendo a uma necessidade prevista desde o projeto inicial para mitigar o congestionamento nos acessos.
Dimensões e legado da construção
A magnitude da obra é evidenciada pelos seus números técnicos impressionantes. A estrutura possui um comprimento total de aproximadamente 2,3 quilómetros. As torres principais erguem-se a cerca de 190 metros acima do nível da água, enquanto as fundações do pilar sul alcançam quase 80 metros de profundidade sob o leito do rio Tejo.
O esforço humano por trás desta construção foi igualmente notável, envolvendo cerca de três mil trabalhadores durante o período de execução, iniciado em novembro de 1962. O custo da obra, na época avaliado em 2,2 milhões de contos, equivaleria hoje a um investimento superior a 955 milhões de euros, ajustado pela inflação, reforçando o valor monumental deste património nacional.
Fonte: razaoautomovel.com