Horacio Pagani critica eletrificação forçada e aponta viés ideológico no setor Notícias 05.08.202605.08.2026adminLeave a Comment on Horacio Pagani critica eletrificação forçada e aponta viés ideológico no setor Quattroruote para celebrar seu 70.º aniversário. Para o empresário, a pressa em atingir a eletrificação total até 2035 ignora contradições fundamentais da matriz energética atual. Segundo ele, a indústria tradicional enfrenta um processo de desvalorização acelerado por decisões que, na prática, não resolvem o problema da sustentabilidade enquanto a produção de energia ainda depender majoritariamente de combustíveis fósseis. A visão crítica sobre a eletrificação forçada Esta não é a primeira vez que o fundador da Pagani questiona o ritmo das mudanças no mercado automotivo. Há três anos, o executivo já havia classificado a aposta massiva nos veículos elétricos como uma estratégia exagerada e forçada, destacando a ausência de infraestrutura adequada para suportar uma frota global eletrificada. Apesar da postura cética, o empresário nega ser um opositor da tecnologia em si. Ele reconhece o mérito de projetos específicos, como o hipercarro da Pininfarina, o Battista, que descreveu como um veículo esteticamente atraente e com desempenho dinâmico impressionante. O projeto de hipercarro elétrico que não prosperou A resistência de Horacio Pagani não é baseada apenas em teoria, mas em experiência prática de engenharia. A marca chegou a dedicar anos de pesquisa e recursos significativos ao desenvolvimento de um hipercarro 100% elétrico, um projeto que correu em paralelo à criação do modelo Utopia. Após um período de desenvolvimento, a equipe da Pagani optou por abandonar a iniciativa. A decisão reflete a dificuldade de conciliar a proposta de valor da marca, focada em performance e experiência sensorial, com as limitações técnicas e ideológicas que o fundador enxerga no cenário atual da eletrificação. Fonte: razaoautomovel.com